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MME inaugura 1ª Usina Solar distribuída em prédio do Governo Federal

MME inaugura 1ª Usina Solar distribuída em prédio do Governo Federal

Geração própria do Ministério permite economia de energia de 7%

Publicação: 17/11/2016 | 11:28

Última modificação: 19/05/2017 | 16:18

Crédito: MME

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, inaugurou nesta quinta-feira (17/11) o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado do edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição. Participaram da solenidade o ministro-interino do Meio Ambiente, Marcelo Cruz; o presidente da Absolar, Nelson Colaferro; e o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

“Nós temos ainda um longo caminho para percorrer. Não podemos lutar contra as inovações tecnológicas, como a geração distribuída, e nosso papel aqui no MME é arbitrar e harmonizar essa transição, para que todos possam juntos chegar à outra margem do rio, tentando atender às expectativas de todos e atendendo aos nossos compromissos”, disse o ministro Fernando Coelho Filho, relembrando que o país assumiu compromisso na COP 21 de ampliar as fontes renováveis na sua matriz elétrica.

Com o projeto, o MME passará a compensar parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do Orçamento do Governo Federal. O investimento, estimado em de R$ 400 mil, foi viabilizado pela ABSOLAR e seus associados.

A potência de geração da mini usina é de 69 kW, ou 60 kWp (quilowatts pico), que representa por volta de 5% a 7% do consumo do edifício, que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira (3 a 4 pessoas consumindo 300kWh/mês).

A energia que vier a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semanas e feriados) será entregue à distribuidora de energia elétrica local e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses, conforme as regras vigentes para os sistemas de geração distribuída.

“Esse é um investimento pequeno para nossa necessidade, mas muito significativo. É o primeiro prédio publico a ter geração distribuída na capital federal, e esse prédio tinha de ser o MME”, afirmou o ministro, que disse que já há tratativas para que Ministério da Educação e da Defesa também adotem a geração distribuída.

A energia elétrica gerada pelo sistema solar fotovoltaico no prédio do MME evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas. Isso equivale a uma área de floresta de 3.000 m² (Considerando a média do fator de emissão de CO2 do grid nacional de janeiro a setembro de 2016).

Além disso, a geração de energia solar, limpa e renovável, é importante para o país atingir suas metas assumidas na COP 21. No acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.

Confira a usina solar distribuída no prédio 

 

ProGD

A medida se insere nas ações do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), lançado em dezembro do ano passado, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 bilhões até 2030 em geração distribuída. Os resultados desta iniciativa podem estimular a administração de outros órgãos a instalarem sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica. A parceria também aprofunda as ações de Eficiência Energética já em curso no MME e se soma às ações do Projeto Esplanada Sustentável (PES), criado em 2012, que tem o objetivo de estimular os órgãos e instituições públicas federais a adotarem práticas de  uso racional de recursos naturais, promovendo a sustentabilidade ambiental e socioeconômica na Administração Pública.

Em março de 2015, o MME lançou o “Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas”, elaborado em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). A publicação, em suas mais de 300 páginas, aborda as principais etapas a serem contratadas em projetos de revitalização típicos em edificações públicas, para fins de eficiência energética, como diagnóstico energético; elaboração de projeto básico e executivo; Execução das obras; e Fiscalização e acompanhamento dos resultados. Além disso, no que couber, o Guia pode ser aplicado em edificações privadas comerciais e de serviços.

 

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