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MME convida Petrobras para participar das reuniões mensais do CMSE

MME convida Petrobras para participar das reuniões mensais do CMSE

Petrobras terá que comunicar, com antecedência, futuras paradas preventivas de plataformas e gasodutos que possam trazer impactos no setor elétrico

Publicação: 01/08/2018 | 17:56

Última modificação: 22/08/2018 | 11:22

Crédito: Saulo Cruz/MME

Em reunião realizada nesta quarta-feira (1), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, convidou a Petrobras a participar das reuniões mensais do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Na reunião, foi apresentada uma proposta para que a estatal comunique com antecedência futuras paradas preventivas de plataformas e gasodutos que possam trazer impactos no setor elétrico. 

A medida vem após encontro do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, com o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro. No encontro, o ministro manifestou preocupação com os possíveis impactos da parada da plataforma de Mexilhão no custo de geração de energia elétrica. Monteiro disse não ser possível acatar o pedido de Moreira para postergar a manutenção, e apresentou motivos técnicos. O presidente da Petrobras garantiu ao ministro que não há risco de falta do produto.

Na reunião do CMSE, a empresa apresentou a programação de adequação da Plataforma Mexilhão no período de 24 de julho à 06 de setembro. O objetivo da parada é atender a exigência legal de segurança do Ministério do Trabalho (NR-13), além ampliar a capacidade de escoamento do gasoduto. A estatal vai aumentar a oferta de gás natural por meio da importação de gás natura liquefeito (GNL). Segundo a empresa, a adequação da Plataforma Mexilhão foi programada desde 2016.

O CMSE também apontou que mesmo com o cenário de seca, está garantido o suprimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN), considerando risco de qualquer déficit de energia em 2018 igual a 0,6% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 0,0% para o subsistema Nordeste.

O armazenamento dos reservatórios hídricos que compõe o Sistema Interligado Nacional (SIN) permaneceram acima dos 34% ao final do mês julho. A expectativa é que o índice de energia armazenada permaneça, no mês de agosto, próximo aos 30% no Sudeste/Centro-Oeste, 45,5% no Sul, 30,4% no Nordeste e 61,3% no Norte.

O CMSE permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento ao longo da estação seca de 2018.

 

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Nota Informativa – 1º de agosto de 2018

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 1º de agosto de 2018, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Manutenção Programada na Plataforma Mexilhão: A Petrobras apresentou a programação de adequação da Plataforma Mexilhão no período de 24 de julho à 06 de setembro. O objetivo da manutenção é ampliar a capacidade de escoamento do gasoduto e destacou que os serviços estão sendo realizados gradualmente desde agosto de 2017 e que foram adotados procedimentos adicionais para a minimizar o tempo de interrupção do fornecimento de gás para as usinas termelétricas.

Plano da Operação Elétrica 2018/2023: O Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS apresentou os resultados do Plano da Operação Elétrica para o período de 2018 a 2023. Foi ressaltada a continuidade da expansão da transmissão no Sistema Interligado Nacional - SIN e seus benefícios à operação do sistema até o horizonte de 2023.

Expansão da Geração e Transmissão: A SEE/MME relatou que, em julho de 2018, entraram em operação comercial 83,6 MW de capacidade instalada de geração. Em relação à transmissão, entraram em operação 455 km de linhas de transmissão e conexões de usinas e 300 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2018, até o mês de julho, totalizou 3.033 MW de capacidade instalada de geração, 3.202 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 10.146 MVA de transformação na Rede Básica.

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: O ONS destacou que o padrão meteorológico no mês de julho de 2018 foi similar ao observado no mês de junho, quando as frentes frias tiveram sua atuação restrita ao Rio Grande do Sul e a região litorânea dos demais estados da região Sul e Sudeste, o que resultou em totais acumulados inferiores à média em todas as bacias hidrográficas do SIN. Em termos de Energia Natural Afluente – ENA bruta, foram verificados no mês de julho os valores de 68% no Sudeste/Centro-Oeste, 56% no Sul, 36% no Nordeste e 76% no Norte, referenciados às respectivas médias de longo termo – MLT.

A ENA das bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco e Tocantins, que juntos concentram cerca de 80% da capacidade de armazenamento do SIN, no mês de julho de 2018 se configuraram como o 1º pior, 4º pior, 3º pior e 4º pior valor do histórico, respectivamente. A ENA de todo o SIN para o mês de julho também foi a 3ª pior do histórico de 88 anos, com 63% da MLT.

A Energia Armazenada – EAR verificada ao final do dia 30 de julho de 2018 foi de 34,4%, 49,6%, 35,1% e 67,2% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de agosto de 2018 são: 28,1% no Sudeste/Centro-Oeste, 45,5% no Sul, 30,4% no Nordeste e 61,3% no Norte.

Nos próximos sete dias ocorre chuva fraca nas bacias dos rios Paranapanema e Tietê, e no trecho incremental a UHE Itaipu, e em pontos isolados da bacia do rio Grande. Os valores acumulados devem ser superiores à média para o período nessas bacias. Para a segunda semana, o cenário mais provável é de permanência da precipitação nessas bacias, e de ocorrência de chuva fraca nas bacias localizadas na região Sul, no entanto os totais acumulados devem ser próximos a média para essas bacias.

Atualmente, as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial são compatíveis com um cenário de neutralidade. Contudo, o aquecimento sistemático das águas desde o mês de abril, a presença de águas mais quentes nas profundezas do oceano e a previsão de vários modelos numéricos indicam a provável ocorrência do fenômeno do "El Niño", provavelmente de intensidade fraca a moderada, durante a próxima estação chuvosa da região central do Brasil.

O CMSE destacou que está garantido o suprimento eletroenergético do SIN, despachando o parque térmico conforme ordem de mérito de custo, e que permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento ao longo da estação seca de 2018.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia[1] em 2018 é igual a 0,6% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 0,0% para o subsistema Nordeste, considerando a configuração do sistema do PMO de agosto de 2018.

Operação Hidráulica do Rio São Francisco: O ONS informou que a operação do rio São Francisco continua a seguir a diretriz de preservação dos volumes armazenados em seus principais reservatórios, conforme estabelecido no âmbito do Grupo de Acompanhamento da Operação dos Reservatórios do Rio São Francisco, coordenado pela ANA. Mantém-se desta forma a vazão defluente média mensal da UHE Xingó em 600 m³/s, com a modulação das vazões nos dias úteis, quando a defluência desta usina atinge um valor médio diário de 620m³/s e a manutenção da vazão mínima diária em 550 m³/s nos finais de semana e feriados. Para o sistema elétrico, esta operação tem como objetivo promover melhores condições operativas para o suprimento de energia elétrica, notadamente na região Nordeste, com o aumento do número de unidades geradoras sincronizadas para atuar em caso de perturbações no sistema de transmissão.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE, no ano 2018.

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