Governo assina contratos de novas áreas no Pré-Sal

Os contratos assinados resultarão em investimentos mínimos de R$ 752 milhões apenas na fase de exploração, além de bônus de assinatura de R$ 6,15 bilhões

Publicação: 31/01/2018 | 16:33

Última modificação: 31/01/2018 | 17:05

Crédito: Saulo Cruz / MME

O governo federal oficializou nesta quarta-feira (31/01), no Palácio do Planalto, as assinaturas dos contratos da 2ª e 3ª Rodadas de Partilha de Produção no Pré-Sal. Ao todo, foram seis consórcios ganhadores dos Leilões realizados em outubro de 2017, que registrou o maior volume médio de óleo lucro para União no regime de Partilha de Produção, de 52,8% e 58,5% respectivamente.  Além dos representantes dos consórcios, a cerimônia oficial contou com a presença do Presidente da República Michel Temer, do Ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, do Diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, e do Diretor-Presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Ibsen Flores Lima. 

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, chamou a assinatura dos contratos de “momento único” e elogiou as mudanças que foram feitas no setor. “ Aqueles que se apressaram em gritar que “O Petróleo É Nosso”, é verdade. Depois de todas as mudanças que foram feitas, o petróleo nunca foi tão nosso como agora. Depois das mudanças que o governo federal realizou, o percentual de óleo lucro para a União, que no passado era de 41%, ficou na média de 58%”, afirmou.

Os contratos assinados hoje resultarão em investimentos mínimos em torno de R$ 752 milhões somente na primeira fase do contrato (perfuração de 5 poços na fase de exploração), além do pagamento de R$ 6,15 bilhões em bônus de assinatura.

Aqueles que se apressaram em gritar que “O Petróleo É Nosso”, é verdade. Depois de todas as mudanças que foram feitas, o petróleo nunca foi tão nosso como agora. Depois das mudanças que o governo de vossa excelência realizou, o percentual de óleo lucro para a União, que no passado, era de 41%, ficou na média desse leilão em torno de 58, 59%. Foi por conta dessas medidas o povo brasileiro e o fundo social vai ter oportunidade de ter 20% a mais. 

Das onze empresas ganhadoras, seis empresas arremataram blocos na 2ª Rodada e sete empresas na 3ª Rodada. O destaque foi para grande performance da Petrobras, que levou as três áreas que declarou interesse e aceitou ceder até 80% da produção para a União, percentual acima dos valores mínimos propostos no edital e do valor oferecido no leilão de Libra, em 2013.

Também cabe destaque para a participação das empresas estrangeiras nos certames. Dentre as participantes com origem estrangeira, a Shell foi a que levou a maior quantidade de áreas: na 2º rodada foram duas, uma em parceria com a Total E&P do Brasil e outra com as empresas Petrobras e Repsol Sinopec. Na 3º Rodada de Partilha, a Shell arrematou a área denominada Alto de Cabo Frio - Oeste em conjunto com as empresas CNOOC Petroleum e QPI Brasil.

O sucesso verificado nessas rodadas reflete as mudanças regulatórias realizadas pelo governo brasileiro, que tornaram o ambiente de negócios no País mais atraente para empresas de diferentes portes, considerando ainda a própria atratividade das áreas ofertadas, uma vez que o Pré-Sal brasileiro possui reconhecidamente grande potencial de reservas a ser desenvolvido.

4ª Rodada de Partilha de Produção

Está prevista para 7 de junho próximo a realização da 4ª Rodada de Licitações sob o regime de partilha de produção. Nesse certame serão ofertadas as áreas de Itaimbezinho, Três Marias, Dois Irmãos, Saturno e Uirapuru.  Tais blocos localizam-se na região do Polígono do Pré-sal, nas bacias de Campos e Santos, no litoral dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A Petrobras manifestou seu interesse em atuar como operadora obrigatória das áreas de Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru, com participação mínima de 30% (trinta por cento) em cada um desses blocos. Caso as áreas propostas para oferta venham a ser arrematadas e resultem em sucesso exploratório, deverão contribuir para atrair investimentos em benefício da União, entes federados e dos futuros contratados, gerando emprego e renda e fortalecendo a indústria petrolífera no País.

Veja abaixo o resultado das rodadas realizadas em 2017:

2ª Rodada de Partilha

Bacia

Setor

Blocos

Empresa/consórcio vencedor

Excedente em óleo ofertado

Santos

SS-AUP2

Sul de Gato do Mato

Shell Brasil (80%*) e Total E&P do Brasil (20%)

11,53%

Entorno de Sapinhoá

Petrobras (45%*), Shell Brasil (30%) e Repsol Sinopec (25%)

80%

Norte de Carcará

Statoil Brasil O&G (40%*), Petrogal Brasil (20%) e ExxonMobil Brasil (40%)

67,12%

3ª Rodada de Partilha

Bacia

Setor

Blocos

Empresa/consórcio vencedor

Excedente em óleo ofertado

Santos

SS-AUP2

Peroba

Petrobras (40%*), CNODC Brasil (20%) e BP Energy (40%)

76,96%

SS-AP1

Alto de Cabo Frio Oeste

Shell Brasil (55%*), CNOOC Petroleum (20%) e QPI Brasil (25%)

22,87%

Campos

SC-AP5

Alto de Cabo Frio Central

Petrobras (50%*) e BP Energy (50%)

75,86%

           

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