Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Publicação: 07/11/2018 | 17:40

Última modificação: 07/11/2018 | 17:53

Nota Informativa – 7 de novembro de 2018

Expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica supera 4.200 MW até outubro

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 7 de novembro de 2018, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: o Operador Nacional do Sistema

Elétrico – ONS destacou que, no mês de outubro de 2018, foram verificados os valores de Energia Natural Afluente – ENA bruta de 107% no Sudeste/Centro-Oeste, 120% no Sul, 41% no Nordeste e 67% no Norte, referenciados às respectivas Médias de Longo Termo – MLT.

A ENA das bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco e Tocantins, que juntos concentram cerca de 80% da capacidade de armazenamento do Sistema Interligado Nacional – SIN, se configuraram, no mês de outubro, como o 35º pior, 21º pior, 4º pior e 14º pior valor do histórico, respectivamente.

A Energia Armazenada – EAR verificada no final do mês de outubro foi de 20,0%, 74,4%, 25,8% e 26,4% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de novembro de 2018 são: 19,1% no Sudeste/Centro-Oeste, 73,7% no Sul, 26,3% no Nordeste e 18,6% no Norte.

Nos próximos sete dias, os maiores acumulados de precipitação estarão localizados na Região Sudeste, onde os valores podem superar a média histórica nas bacias dos rios Paranaíba e na bacia do rio São Francisco, mais especificamente no trecho de Sobradinho. Nas bacias do subsistema Sul os valores acumulados devem ficar abaixo da média nesse período.

Para a segunda semana, os modelos disponíveis sugerem que os valores acumulados variem de normal a acima da média nas bacias dos rios Paranapanema, Tietê, Grande e no trecho incremental a UHE Itaipu. No trecho de Sobradinho, na bacia do Rio São Francisco, o cenário mais provável é de que a chuva fique abaixo da média.

As temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial têm se elevado nas últimas semanas, indicando a iminência do início do fenômeno do El Niño nos próximos meses, possivelmente de intensidade fraca a moderada. A previsão climática sazonal para o trimestre envolvendo os meses de dezembro de 2018, janeiro e fevereiro de 2019, que utiliza as informações de temperatura da superfície do mar que levam em consideração a previsão do fenômeno El Niño, aponta como cenário mais provável o de precipitação variando entre normal e acima da média para as bacias dos rios Uruguai e Jacuí.

O CMSE destacou que está garantido o suprimento eletroenergético do SIN, despachando o parque térmico conforme ordem de mérito de custo, e que permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia[1] em 2018 é igual a 0,0% para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, considerando a configuração do sistema do PMO de novembro de 2018.

Expansão da Geração e Transmissão: A Secretaria de Energia Elétrica - SEE/MME relatou que, em outubro de 2018, entraram em operação comercial 930,1 MW de capacidade instalada de geração de energia elétrica. Em relação à transmissão, entraram em operação 158 km de linhas de transmissão e 350 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2018, até o mês de outubro, totalizou 4.240,85 MW de capacidade instalada de geração de energia elétrica, 3.436 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 12.405 MVA de transformação na Rede Básica.

Volume Mínimo Operativo: A Secretaria Executiva - SE/MME informou que, em atendimento à deliberação da 203ª Reunião do CMSE, a CPAMP vem envidando esforços para dar celeridade à implementação do Volume Mínimo Operativo – VMinOp nos modelos computacionais utilizados pelo setor elétrico. Desta forma, foi acatada a proposta da CPAMP de utilização deste mecanismo adicional de aversão ao risco como operação sombra em 2019. O aprimoramento metodológico será submetido a Consulta Pública, em atendimento à Resolução CNPE nº 7/2016. 

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE, no ano 2018.

 

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