CMSE manterá acompanhamento semanal do atendimento ao SIN

Publicação: 01/11/2017 | 17:56

Última modificação: 13/11/2017 | 17:13

Em sua reunião ordinária de novembro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu continuar o acompanhamento semanal do Sistema Interligado Nacional (SIN) e não despachar térmicas fora da ordem de mérito nesse momento. A segurança do suprimento eletroenergético está garantida em todo o território nacional.

O CMSE relatou nesta quarta-feira (1/11) que em outubro entraram em operação comercial 1.196,4 MW de capacidade instalada de geração, 92 km de linhas de transmissão. No total, a expansão do sistema no ano de 2017, até o mês de outubro, totalizou 5.917,8 MW de capacidade instalada de geração, 1.881 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 10.734 MVA de transformação na Rede Básica.

O risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,0%[1] para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste considerando a configuração do sistema do PMO de novembro de 2017. Já para o ano 2018, estes riscos são de 2,9% e 0,1%, para estes subsistemas, respectivamente.

A próxima reunião do Comitê será realizada no dia 9 de novembro de 2017.

 

Confira a nota completa abaixo:

 

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Nota Informativa – 1º de novembro de 2017

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 1º de novembro de 2017, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: Inicialmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS destacou que o ano de 2017 configura-se como um dos piores anos do histórico em termos de energias naturais afluentes nas principais bacias hidrográficas de interesse para a geração hidrelétrica do SIN. O mês de setembro verificou-se como o pior do histórico. No mês de outubro, predominaram precipitações superiores à média na Região Sul e chuvas inferiores à média na maior parte das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Na Região Norte, as precipitações apresentaram grande variabilidade espacial.

O ONS informou que, com base na última reunião do Grupo de Trabalho MCTIC/MME sobre Previsão Meteorológica Estendida, a temperatura superficial do Oceano Pacífico Equatorial indica uma situação de neutralidade, com tendência para resfriamento e configuração do fenômeno La Niña durante a primavera e o verão (2017/2018).

Para os próximos sete dias, as chuvas devem beneficiar a maior parte do Brasil, com volumes mais expressivos na maior parte da Região Sudeste, Centro-Oeste, no centro-sul da Região Norte e no oeste da Região Nordeste. As temperaturas, em termos gerais, serão inferiores à média histórica da época nos principais centros urbanos da Região Sudeste.

Para a segunda semana, a tendência é de continuidade das chuvas na maior parte da área central do Brasil. Para prazos mais estendidos, de quinze a trinta dias, as previsões apontam para continuidade das precipitações na região central do país, com volumes próximos à média histórica. Assim, a previsão de chuvas para o início do mês de novembro está indicando uma transição para o período úmido.

A combinação das temperaturas dos oceanos Pacífico e Atlântico determinam, para os próximos três meses, maior probabilidade de precipitações inferiores à média no norte da Região Nordeste, nordeste da Região Centro-Oeste, leste da Região Norte e oeste da Região Nordeste. No extremo oeste da Região Norte, a maior probabilidade é de chuvas superiores à média.

O ONS apresentou também que, em termos de Energia Natural Afluente – ENA bruta, foram verificados no mês de outubro de 2017 os valores de 66% no Sudeste/Centro-Oeste, 79% no Sul, 21% no Nordeste e 46% no Norte, referenciados às respectivas médias de longo termo – MLT. Até o dia 30 de outubro de 2017, foi verificada Energia Armazenada – EAR de 17,7%, 47,3%, 6,0% e 21,2% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de novembro são: 14,8% no Sudeste/Centro-Oeste, 48,7% no Sul, 3,6% no Nordeste e 15,5% no Norte.

O Operador destacou que contribuirão para o aumento da segurança do atendimento eletroenergético a adoção de medidas adicionais que estão em tratativas para viabilização, tais como: importação de energia da Argentina e provimento de combustível para usinas termelétricas disponíveis operacionalmente, mas sem contrato. Destacou também a continuidade das tratativas para flexibilização de restrições hidráulicas de algumas usinas hidrelétricas, enfatizando as medidas que contribuem para a preservação dos estoques de usinas de cabeceira e da governabilidade hidráulica da bacia, com destaque para as usinas que compõem as bacias dos Rios Grande e Paranaíba.

O CMSE destacou que está garantido o suprimento eletroenergético do SIN, com previsão de manutenção do elevado custo associado à geração. Na próxima semana está agendada reunião extraordinária do colegiado, ocasião em que as condições de atendimento serão reavaliadas.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,0%[1] para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste considerando a configuração do sistema do PMO de novembro de 2017. Já para o ano 2018, estes riscos são de 2,9% e 0,1%, para estes subsistemas, respectivamente.

Operação Hidráulica do Rio São Francisco: O ONS informou que as vazões defluentes das usinas hidrelétricas – UHEs Sobradinho e Xingó foram reduzidas para 550 m³/s no dia 2 de outubro de 2017, conforme autorizado pela Resolução ANA nº 1.291, de 17 de julho de 2017, e pela Autorização Especial IBAMA nº 12/2017. O Grupo de Acompanhamento da Operação dos Reservatórios do Rio São Francisco, coordenado pela ANA, decidiu estabelecer a defluência da UHE Três Marias média de 248 m³/s para o mês novembro, a fim de assegurar o atendimento aos usos múltiplos da água no trecho entre esta usina e o reservatório de Sobradinho. A expectativa de armazenamento ao final do mês de novembro é de 7,0% na UHE Três Marias e de 0,6% na UHE Sobradinho.

Adoção da topologia de 12 REEs no Modelo Newave: O CEPEL foi convidado a participar da reunião para, em conjunto com os membros do CMSE que participam da CPAMP, informar o andamento dos trabalhos de avaliação do impacto da utilização da topologia de 12 reservatórios equivalentes de energia – REEs no modelo Newave, conforme deliberação da 186ª reunião do CMSE. Os estudos e diagnósticos apresentados pelo CEPEL confirmam a consistência do modelo e que, portanto, está mantida a representação com 12 REEs a partir do PMO de janeiro de 2018. Porém, em função do diagnóstico apresentado com relação à variabilidade amostral, a CPAMP está conduzindo estudo para definir os parâmetros da árvore de cenários buscando não aumentar a variabilidade amostral atualmente praticada, salvaguardado o rito processual aplicável. Os resultados serão apresentados em seminário público aos agentes em 13 de novembro de 2017, na cidade de São Paulo, em local e horário a ser anunciado.

Expansão da Geração e Transmissão: A Secretaria de Energia Elétrica - SEE/MME relatou que, em outubro, entraram em operação comercial 1.196,4 MW de capacidade instalada de geração, 92 km de linhas de transmissão e conexões de usinas na Rede Básica e 880 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2017, até o mês de outubro, totalizou 5.917,8 MW de capacidade instalada de geração, 1.881,0 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 10.734 MVA de transformação na Rede Básica. Destaque para a entrada em operação comercial da unidade geradora – UG 7 (611,11 MW) da UHE Belo Monte, usina que já totaliza     4.510,9 MW em operação.

Comitê de Acompanhamento e Avaliação Permanente do Mercado: a SEE/MME apresentou as atividades do Comitê de Acompanhamento e Avaliação Permanente do Mercado. Atualmente, este Comitê está acompanhando: (i) aspectos relativos à migração do Ambiente de Contratação Livre – ACL para o Regulado – ACR; e (ii) impactos da adoção de preço horário no mercado de energia elétrica. Em relação à (ii), destaca-se que o MME abrirá em breve consulta pública para que os interessados possam contribuir com o tema.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE, para os anos 2017 e 2018.

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