CMSE: Expansão do SIN em 2018 totaliza 2. 948 MW de capacidade instalada de geração

Publicação: 04/07/2018 | 19:08

Última modificação: 04/07/2018 | 19:36

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) destacou, em sua reunião realizada nesta quarta-feira (4), que entraram em operação comercial 841,6 MW de capacidade instalada de geração. Em relação à transmissão, entraram em operação 596 km de linhas de transmissão e 640 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2018, até o mês de junho, totalizou 2.948,9 MW de capacidade instalada de geração, 2.758 km de linhas de transmissão e 9.546 MVA de transformação na Rede Básica.

Foram apresentados os resultados do Plano da Operação Energética (PEN 2018/2022), que avalia as condições de atendimento ao mercado de energia elétrica para os próximos cinco anos.  Os estudos concluíram que há equilíbrio estrutural e garantia de atendimento em todo o horizonte.

Continua garantido o suprimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN), com risco de déficit de energia em 2018 igual a 0,3% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 0,0% para o subsistema Nordeste.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Nota Informativa – 4 de julho de 2018

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 4 de julho de 2018, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Leilão de Transmissão nº 2/2018: A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL apresentou os resultados do Leilão de Transmissão nº 2/2018, realizado no dia 28 de junho de 2018, quando foram licitados 2.562 km de linhas de transmissão e 12.226 MVA de capacidade de transformação, com investimento previsto da ordem de R$ 6 bilhões. O leilão contratou 100% dos 20 lotes licitados, com deságio médio de 55,26%, que corresponde a uma economia ao consumidor brasileiro de energia elétrica da ordem de R$ 14 bilhões.

Plano da Operação Energética 2018/2022: O Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS apresentou os resultados do Plano da Operação Energética para o período de 2018 a 2022, ressaltando que o equilíbrio estrutural de oferta e demanda está assegurado. Todavia, a perda de regularização do Sistema Interligado Nacional – SIN, devido à expansão baseada principalmente em usinas eólicas, solares e hidrelétricas sem reservatórios de acumulação, deve levar à maior dependência das estações chuvosas. O ONS recomendou a valoração dos atributos das fontes na expansão, de forma a prover mais robustez ao SIN. O CMSE entendeu a necessidade de se retomar as discussões acerca de novos empreendimentos hidrelétricos.

Operação Especial do SIN na Copa do Mundo: O ONS apresentou que, em consonância com a Resolução nº 01/2005 do CMSE, durante o período de operação especial da Copa do Mundo FIFA 2018 foram adotadas medidas complementares para assegurar a operação do SIN, com grau adicional de segurança, o que garantiu a continuidade e qualidade do fornecimento de energia à sociedade durante o evento. Os membros do CMSE ressaltaram a importância de continuidade destas medidas nos eventos ainda previstos da Copa.

Recursos Hídricos: A Secretaria de Energia Elétrica – SEE/MME destacou a relevância da integração da Política Nacional de Recursos Hídricos e da Política Energética, de forma a garantir a competitividade do País e prover benefícios à sociedade. Desta forma, o CMSE criou Grupo de Trabalho, com a participação da Agência Nacional de Águas - ANA, para avaliar de forma estrutural sinergias de uso de recursos hídricos na interface com o setor elétrico.

Expansão da Geração e Transmissão: A SEE/MME relatou que, em junho de 2018, entraram em operação comercial 841,6 MW de capacidade instalada de geração. Em relação à transmissão, entraram em operação 596 km de linhas de transmissão e conexões de usinas e 640 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2018, até o mês de junho, totalizou 2.948,9 MW de capacidade instalada de geração, 2.758 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 9.546 MVA de transformação na Rede Básica.

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: O ONS apresentou que, no mês de junho de 2018, o padrão foi similar ao mês de maio, com a atuação de um sistema de alta pressão sobre boa parte do país. As quatro frentes frias que atuaram sobre o país causaram precipitação somente na região Sul e no sul da região Sudeste e não foram suficientes para que as principais bacias do SIN atingissem a média. Em termos de Energia Natural Afluente – ENA bruta, foram verificados no mês de junho os valores de 76% no Sudeste/Centro-Oeste, 49% no Sul, 39% no Nordeste e 73% no Norte, referenciados às respectivas médias de longo termo – MLT.

A ENA das bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco e Tocantins, que juntos concentram cerca de 80% da capacidade de armazenamento do SIN, no mês de junho de 2018 se configuraram como o 3º pior, 3º pior, 3º pior e 5º pior valor do histórico, respectivamente. A ENA de todo o SIN para o mês de junho também foi a 3ª pior do histórico de 88 anos, com 68% da MLT.

A Energia Armazenada – EAR verificada ao final do mês de junho de 2018 foi de 39,8%, 51,1%, 37,7% e 70,4% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de julho de 2018 são: 36,1% no Sudeste/Centro-Oeste, 57,1% no Sul, 34,0% no Nordeste e 69,3% no Norte.

Nos próximos sete dias espera-se precipitação de intensidade fraca nas bacias do subsistema sul. Os valores acumulados devem ficar abaixo da média para o período nestas bacias. Para a segunda semana, o cenário mais provável é de que as chuvas continuem abaixo da média para estas bacias.

Atualmente, as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial são compatíveis com um cenário de neutralidade. Contudo, o aquecimento sistemático das águas desde o mês de abril, a presença de águas mais quentes nas profundezas do oceano e a previsão de vários modelos numéricos indicam a provável ocorrência do fenômeno do "El Niño", provavelmente de intensidade fraca a moderada, durante a próxima estação chuvosa da região central do Brasil.

O CMSE destacou que está garantido o suprimento eletroenergético do SIN, despachando o parque térmico conforme ordem de mérito de custo, e que permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento ao longo da estação seca de 2018.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia[1] em 2018 é igual a 0,3% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 0,0% para o subsistema Nordeste, considerando a configuração do sistema do PMO de julho de 2018.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE, no ano 2018.

 

 

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