CMSE: Expansão de geração até junho registra 2.910 MW

Publicação: 05/07/2017 | 16:16

Última modificação: 05/07/2017 | 17:18

Crédito: Saulo Cruz/MME

Em reunião presidida nesta quarta-feira (5/7) pelo ministro de Minas de Energia (MME), Fernando Coelho Filho, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontou que expansão do sistema no ano 2017, até o mês de junho, totalizou 2.910,6 MW de capacidade instalada de geração, 1.072,7 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 5.640 MVA de transformação na Rede Básica.

Entre os assuntos, foram apresentadas as premissas e dados de entrada utilizados na elaboração do Planejamento da Operação Energética (PEN 2017/2021). Os estudos concluíram que há equilíbrio estrutural e garantia de atendimento em todo o horizonte.

Foi apurado que risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,0%, para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste.

Veja a íntegra da nota emitida pelo CMSE:

 

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Nota Informativa – 5 de julho de 2017

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 5 de julho de 2017, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Planejamento da Operação Energética – PEN 2017/2021: Na apresentação realizada pelo Operador Nacional do Sistema Nacional Elétrico - ONS, foram destacadas as premissas e dados de entrada utilizados na elaboração do PEN 2017/2021, dentre as quais a carga considerada no estudo, a matriz de energia elétrica, a atual rede de transmissão e a expansão da oferta prevista no horizonte avaliado. Além disso, para os anos 2017 e 2018, foi apresentada análise conjuntural do atendimento, enquanto que para os demais anos o enfoque foi estrutural. Em todos os casos, foi destacado que há equilíbrio estrutural e o atendimento está garantido em todo o horizonte. Adicionalmente, foram apresentados temas para reflexão e discussão, advindos das características da futura matriz de energia elétrica, dentre os quais: segurança no suprimento a partir da maior inserção de fontes intermitentes, flexibilidade e despachabilidade, impactos ambientais e baixa emissão de gases de efeito estufa.

Grupo de Trabalho - GT MRE: A Secretaria Executiva do MME informou que o Grupo de Trabalho criado em atendimento à deliberação da 179ª reunião do CMSE para avaliação de medidas estruturais de sustentabilidade do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE está em vias de concluir a primeira etapa do trabalho, relativa à avaliação dos limites de revisão de Garantia Física de algumas usinas. Será aberta Consulta Pública com as respectivas conclusões obtidas no âmbito do GT para contribuição da sociedade. A expectativa é que a consulta seja aberta ate final de julho.

Horário de Verão: A pedido do ONS, o assunto foi retirado de pauta para complementação de estudos e será apresentado na próxima reunião ordinária do CMSE .

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: O ONS informou que, com base na última reunião do Grupo de Trabalho MCTIC/MME sobre Previsão Meteorológica Estendida, a temperatura superficial do Oceano Pacífico Equatorial, na atualidade, permanece compatível com uma situação de neutralidade, o que não deve interferir significativamente no regime pluviométrico dos próximos meses. Além disso, as previsões recentes não indicam a configuração do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2017, ou seja, a situação de neutralidade deverá continuar ao longo de 2017.

O ONS apresentou também que, em termos de Energia Natural Afluente – ENA bruta, foram verificados no mês de junho de 2017 os valores de 106% no Sudeste/Centro-Oeste, 273% no Sul, 33% no Nordeste e 59% no Norte, referenciados às respectivas médias de longo termo – MLT.

Ao final do mês de junho de 2017, foi verificada Energia Armazenada – EAR de 42,2%, 92,8%, 17,8% e 64,0% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de julho são: 39,3% no Sudeste/Centro-Oeste, 83,1% no Sul, 14,7% no Nordeste e 59,2% no Norte.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,0%[1] para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste considerando a configuração do sistema do PMO de julho de 2017.

Operação Hidráulica do Rio São Francisco: O ONS informou que a partir do dia 29 de maio foram iniciados os testes de defluências mínimas a partir das UHEs Sobradinho e Xingó em 600 m³/s, a fim de proporcionar maior segurança hídrica para a bacia do rio São Francisco, diante da condição hidrológica vivenciada neste ano. Estas decisões foram respaldadas na Resolução da Agência Nacional de Águas nº 742/2017, e na Autorização Especial do IBAMA nº 11/2017 e seguiram rito definido no âmbito do grupo de acompanhamento da operação dos reservatórios do rio São Francisco, sob a coordenação da ANA, e que conta com ampla participação de representantes do Poder Público, usuários e sociedade civil.

Além disso, o ONS apresentou simulações de expectativa de armazenamento nas UHEs Três Marias, Sobradinho e Itaparica ao longo do período seco, utilizando os piores cenários de afluências verificados no histórico, que tem se aproximado da realidade vivenciada atualmente. Conforme mencionado, é necessário o permanente acompanhamento da evolução das condições hidrometeorológicas da bacia e do armazenamento dos reservatórios de Três Marias e Sobradinho, visando identificar a necessidade de implementação de medidas adicionais.

Expansão da Geração e Transmissão: A Secretaria de Energia Elétrica - SEE/MME relatou que em junho entraram em operação comercial 538,7 MW de capacidade instalada de geração, 86 km de linhas de transmissão e conexões de usinas na Rede Básica e 2.425 MVA de transformação na Rede Básica. Assim, a expansão do sistema no ano 2017, até o mês de junho, totalizou 2.910,6 MW de capacidade instalada de geração, 1.072,7 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 5.640 MVA de transformação na Rede Básica. Destaque para a entrada em operação da subestação Igaporã 500/230 kV – 1.500 MVA, da Chesf, que reforça o sistema de transmissão de atendimento à região Nordeste.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério de Minas e Energia
(61) 2032-5620/5588
ascom@mme.gov.br
www.mme.gov.br
www.twitter.com/Minas_Energia
www.facebook.com/minaseenergia