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Em mesa redonda internacional sobre os impactos da pandemia, Bento Albuquerque enaltece o fortalecimento da integração latino-americana

O Ministério

Em mesa redonda internacional sobre os impactos da pandemia, Bento Albuquerque enaltece o fortalecimento da integração latino-americana

publicado: 07/10/2020 21:07,
última modificação: 07/10/2020 21:31
Crédito: Arquivo MME

“Acreditamos que uma saída para a crise é fortalecer a integração e a cooperação energética regional”, declarou hoje, 07/10, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao participar de Mesa Redonda Ministerial, promovida pela Agência Internacional de Energia – IEA, e pela Organização Latino-Americana de EnergiaOLADE, sob o título “Ideias para uma agenda energética regional da América Latina pós-covid-19”.

Na ocasião, os mais de 4 mil inscritos no evento ouviram o ministro falar sobre a importância dos laços de cooperação entre os países latino-americanos e a relevante participação da OLADE e da IEA para o Sistema de Informação de Energia (SIE-Brasil) e os estudos técnicos realizados. “Trocamos estatísticas valiosas e lições para impulsionar o Sistema de Energia do Brasil junto com nossos vizinhos”, afirmou Bento Albuquerque. “Durante a pandemia, trabalhamos de forma coordenada e integrada – acrescentou -. Importamos GLP da Argentina e gás natural da Bolívia, e trocamos energia elétrica com o Uruguai e a Argentina. Acreditamos que uma saída para a crise é fortalecer a integração e a cooperação energética regional”.

Bento Albuquerque falou ainda sobre os leilões de geração de energia, lembrando o cancelamento daqueles previstos para 2020, ressaltando, no entanto, a manutenção do leilão de transmissão, planejado para dezembro próximo, segundo ele, “o único leilão do ano voltado para a expansão do setor”. “Antes do final do ano, vamos apresentar, como planejado, um plano de leilões de geração e transmissão para os próximos três anos”, anunciou. “Estudos preliminares indicam que o Brasil necessitará de energia nova a partir de 2025”, completou o ministro.

Finalizando sua fala no painel do setor elétrico, Bento Albuquerque, registrou um agradecimento à IEA, afirmando que “não há modernização sem inovação. O Brasil conta com a agência em seu esforço para modernizar o design do seu mercado elétrico e para a melhoria da governança, da pesquisa e do desenvolvimento, da inovação em energias limpas e em eficiência energética, tudo no âmbito do `Clean Energy Transitions Programme`. Obrigado pela colaboração que beneficia o Brasil e, indiretamente toda a região da América Latina”.

Painel Petróleo e Gás Natural – Impactos imediatos e estratégias de desenvolvimento de longo prazo

Ao participar deste painel, Bento Albuquerque lembrou os impactos da pandemia no setor de petróleo e gás. Explicou que, com exceção do GLP em função do confinamento, houve queda no consumo de combustíveis automotivos e de querosene de aviação, mas que no mês de maio, porém, o setor iniciou uma positiva recuperação gradual, tendo atingido, hoje, a total normalidade nos níveis de consumo dos combustíveis.

“Devo dizer que, apesar do impacto da Covid, o setor nacional de hidrocarbonetos deu sinais de resiliência desde os primeiros meses da pandemia, a produção de óleo e gás e o fornecimento de combustíveis permaneceram estáveis e a Petrobras, que acabou de fazer 67 anos, tem mostrado um desempenho notável na produção e exportação de hidrocarbonetos”, afirmou Bento Albuquerque. “Ela quebrou seu recorde de exportação no mês de abril, com um milhão de barris exportados”, frisou. O ministro também enalteceu os investimentos do setor privado em petróleo e gás natural, tanto onshore quanto offshore, e, segundo ele, permanecem firmes e fortes.

Ainda citando a Petrobras, Albuquerque lembrou que a empresa retorna agora para suas atividades dentro da sua vocação natural que é a exploração de petróleo em águas profundas e ultra profundas. “A empresa segue adiante com o desinvestimento de seus ativos em setores como refinamento, toda a cadeia de gás natural, distribuição de combustíveis, entre outros”, afirmou o ministro.  “Além da garantia de novos investimentos – acrescentou -, a venda de ativos nos dá geração de empregos e renda. Temos, de fato, excelente experiência com áreas vendidas pela Petrobras. Muitas delas foram reativadas. Outras cresceram em produtividade até 30%”, destacou.

Para o ministro, o Brasil aumenta sua recuperação econômica através da abertura do mercado. Exemplo disso é o calendário de ações a serem implementadas pelo MME que inclui a realização da Segunda Rodada de Oferta Permanente para exploração e produção de petróleo e gás, onde há mais de 700 blocos em campos rasos, maduros e terrestres, e para o qual 57 pequenas e médias empresas de 13 diferentes países já externaram interesse em participar.

Novo Mercado de Gás

Bento Albuquerque encerrou sua participação falando dos leilões previstos para 2021 e 2022, com destaque para o Leilão dos Excedentes da Cessão Onerosa. Apresentou o programa Novo Mercado de Gás, e, citando seus quatro pilares estruturais -  concorrência, integração com o setor de eletricidade, harmonização regulatória e eliminação de barreiras fiscais -, concluiu: “Abrindo a cadeia de gás, seremos mais atrativos e com isso esperamos que a cadeia de gás cresça em até 29%, que a produção doméstica suba em 100% e assim poderemos atrair investidores. O programa também tem sua dimensão ambiental. A energia e a matriz elétrica do Brasil são limpas, diversas e renováveis. É questão de segurança energética para o Brasil que as fontes sejam múltiplas e que mantenham a sua renovação”.

Os resultados dessa mesa redonda contribuirão para o aprimoramento do trabalho da IEA com parceiros latino-americanos, para a 50ª Reunião de Ministros da OLADE, bem como para a estreita cooperação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com países da região.

Acesse o discurso do ministro sobre o setor elétrico clicando aqui, e sobre o setor de petróleo e gás, clique aqui.

 

Assessoria de Comunicação Social

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