Após visitar o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, no Rio Tocantins, entre os estados do Maranhão e Tocantins, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou o início de sua operação para o segundo semestre deste ano.
Uma das maiores obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em andamento, a usina de estreito terá capacidade instalada para gerar 1.087 megawatts, o suficiente para suprir na totalidade as demandas atuais de energia dos estados do Maranhão e Tocantins, juntos. A energia que será gerada poderá abastecer uma cidade com mais de 4 milhões de habitantes.
A UHE está sendo construída pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste), formado pelas empresas GDF Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa. Somente durante a fase de implantação do empreendimento estão sendo gerados cerca de 6.500 empregos diretos e 16.500 indiretos, totalizando 23.000 postos de trabalho. Além disso, tem sido priorizada a contratação da mão-de-obra local.
De acordo com o ministro, um total de R$ 92 bilhões de investimentos em grandes obras, como a Usina Hidrelétrica de Estreito e outros empreendimentos nas regiões Norte e Nordeste, até 2013, vão representar aumento de mais de 35% no setor elétrico em relação ao período entre 2005 e 2008. Lobão comemorou essas estimativas porque, segundo ele, mostram o acerto da política adotada pelo governo federal para a área que ele comanda há dois anos.
Nos próximos quatro anos, as usinas de Estreito, no Rio Tocantins, de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira, vão representar investimentos de aproximadamente R$ 23 bilhões. Lobão já havia anunciado na última segunda-feira (22) projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de que os grandes projetos nas áreas de energia elétrica vão liderar a expansão da infraestrutura do País. De um total de R$ 274 bilhões previstos para investimentos nos próximos quatro anos em energia e telecomunicações, 33,6% virão de projetos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
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